Há um mês atrás fui contactado por uma pessoa da Ankama Games, desenvolvedora do jogo Dofus. Fiquei de divulgar o jogo aqui no blog, inclusive pensei em fazer uma análise mas acabei não conseguindo fazer o mesmo (sim, o velho fator tempo). Eu baixei o jogo, instalei, criei minha conta e joguei por alguns minutos para ver sobre o que se tratava.

A primeira coisa que me chamou atenção foi o desenvolvimento do jogo: Dofus é um MMORPG criado em Flash! Já vi discussões em fóruns a respeito de criar jogos com Flash e muitos programadores desmerecem a ferramenta – ok, eu também não sou 100% fã de Flash quando se trata da parte de programação, mas sei que ele tem suas vantagens e utilidades. Para quem acha ou diz que Flash não serve para jogos, recomendo olhar esse jogo. Sim, pois ele é um MMO com gráficos bem feitos e jogabilidade “padrão” de RPG. A parte visual mistura gráficos bitmap (cenários) e vetoriais (personagens) e tem uma forte influência de mangá e anime.

Sobre o jogo em si, do pouco que joguei… Não sou fã de RPG’s (com raras exceções) e também não gosto de MMO’s pois é necessário investir um bom tempo do seu dia para o jogo, então é complicado eu falar a respeito do Dofus. Mas enfim… Um RPG me chama a atenção por causa da história e dos personagens, mas conto também o fator jogabilidade e sistema de batalhas. Não pude conhecer muito da história do Dofus, e o personagem eu acabei criando um aleatório, mais para entrar no jogo. E o Dofus possui um sistema de batalhas que não me agrada muito – por exemplo, veja a screenshot abaixo. Como é uma batalha por turnos, e eu ainda preciso chegar até os inimigos para lançar uma magia ou dar uma porrada neles, a batalha fica meio demorada, para quem está acostumado com FPS’s onde você tem a opção de partir pra cima em questão de segundos metralhando tudo e todos pela frente.

Mas isso vai do gosto de cada jogador. Tenho vários amigos que adoram RPG’s (táticos ou não) e alguns desses jogam MMO’s como WoW e Ragnarök todo dia. E pelo que vi do Dofus, há milhões de jogadores espalhados pelo mundo e agora está saindo uma versão em português do jogo. E como é feito em Flash, não requer uma máquina potente como as requisitadas por HL2EP2, Crysis e outros. O que eu gostei do Dofus foi mesmo a arte, muito bem feita (além da parte técnica dele ser feito em Flash). Engraçado que em uma das últimas aulas de desenho, o Edde falou que a França está produzindo mangás de ótima qualidade, e a Ankama Games é da França.

Se você gosta de RPG, de jogos massivos, quer tentar um jogo MMO gratuito… Ou nunca jogou nada disso e quer algum título para começar, por que não Dofus? Interessou? O Flávio Croffi escreveu um artigo muito bom sobre o jogo na GameHall, incluindo uma entrevista com o diretor comercial e financeiro da Ankama Games e mais imagens do jogo. Boa jogatina!

Nota aos desenvolvedores: caso vocês tenham algum jogo desenvolvido por vocês, seja empresa ou desenvolvedor indie, entrem em contato comigo que gosto de divulgar tais trabalhos aqui no blog. Claro que vai ser difícil eu fazer uma análise/review completa, mas algo resumido e expondo uma opinião pessoal sobre o jogo é possível.

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